18 de novembro de 2010

Tempestade

Vejo chover!
Lá fora, ruge a tempestade.
O vento sopra qual gigante.
E faz tremer toda a cidade.

Oiço o trovão!
Que vem do infinito do céu
e fico com medo, apavorado!
É noite...e ninguém adormeceu!

Há vendaval!
É assim que grita o pescador!
Que no mar alto, em turbilhão.
Pensa em sua lide, em seu labor!

Há temporal!
Grita o meu coração com desalento!
Pois sente a vida despegada,
de tudo...e voga ao sabor do vento.

Alma cansada!
Se sentes, se tens alguma esperança!
Acalma e espera sossegada
Depois da tempestade... vem a bonança!