Sentado no café, admiro-te.
Não sei porquê, mas chamas-me à atenção!
Admiro como carregas a vida nesse corpo mirrado. Apoias-te na tua bengala.
Carregas a tua sacola, que de certeza possui alguma sabedoria!
Pisas as folhas secas do passeio, passeio esse que conheces.
Pois todos os dias percorres o mesmo caminho.
E vais-te afastando, deixando para trás a imagem do teu ar sereno, da tua melancolia!
Admiro-te porque és tu!
Admiro-te, porque tu me admiras.