A água estagnou,
A vida a parar
De negro vestida.
E o homem sentado
No tempo que passa,
Feliz esvoaça,
Dormindo acordado.
Vive embriagado,
Na droga embebido.
E como o leão,
Lança o seu rugido:
Eu sou o senhor!
Preciso mandar!
Preciso mandar!
Vivo para impor,
Adoro matar
A esperança que nasce
Noutro coração
Que chama de irmão.
Mas não sente assim.
Palavras em vão,
Palavras em vão,
Que vão, e que passa.
E o homem esvoaça
E o homem esvoaça
No tempo sentado.
Implanta a discórdia
Num ser magoado…
Nem tenta a concórdia,
Pois vive parado!